Dia desses, eu estava indo ao BANCO, (com letras maíusculas pra expressar o tamanho dos juros...) quando caminhando pela calçada, tropecei em um desnível.
Como estava no meio de um aglomerado de pessoas (acho que estavam indo ao BANCO também, pois estavam todas carrancudas...) então ninguém observou meu pequeno trupicão (adoro essa palavra, coisa de caipira como eu).
Me aprumei, estufei o peito e continuei altivo em direção ao meu grande algoz!
No mesmo quarteirão, deparei-me com uma árvore plantada em uma calçada... Coisa muito bonita esse sentimento ecológico! Pena que a raiz da árvore resolveu respirar um pouco e para isso, quebrou o calçamento...
Em minha direção, mas no sentido contrário da mesma calçada, vinha uma senhorinha caminhando devagar... E entre ela e eu... a árvore!
Havia um espaço pequeno entre a árvore e a parede da casa por onde mal passava uma pessoa, muito menos então uma cadeira de rodas...
Mas por sorte, a velhinha não usava sequer bengala. Caminhava com seus passinhos lentos e curtos, porém insistentes que a levavam ao seu destino.
Seus cabelos totalmente brancos me fez deduzir de onde ela vinha... certamente de uma conversa com o gerente... do BANCO!!!
Mas também poderia ser que tenha ido receber sua aposentadoria, motivo que justifica o branqueamento veloz de sua cabeleira e seus olhinhos tristes...
Imaginei ela entrando pela porta giratória de cabelos escuros e minutos depois saindo totalmente alva...
Com esses pensamentos, chegamos juntos à árvore.
Confesso que meu pensamento me levou a querer encontrar o responsável pelo plantio da árvore justamente naquele local de passagem de tanta gente...
Fiquei por segundos a imaginar aquelas cenas de duelo mexicano.
De um lado da árvore, o responsável pela obstrução da calçada... Do outro lado, eu, um cidadão que precisa passar pelo local...
Para deixar mais emocionante, é claro que imaginei meu adversário como sendo o Antonio Bandeiras, afinal não sou covarde!!
E num duelo imaginário, eu firmaria meus pés na calçada e impediria a passagem de Antonio Bandeiras, olhando desafiadoramente em seus olhos!
Ele abaixaria seu olhar, se encolheria no canto da calçada abrindo passagem pra minha triunfal vitória! Afinal ele sabe que está errado!
Mas voltei à realidade e educadamente, desviei para a rua correndo o risco de ser atropelado.
Ah, se encontro o Antonio Bandeiras pela frente!! Ele ia se arrepender!!!
Desviando dos carros, fui em direção ao BANCO... espero enfrentrar o Arnold Schwarzenegger na gerência!!!
Enquanto isso, a velhinha seguia seu rumo... na calçada!
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